Trump diz que Marinha dos EUA vai escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz.
A passagem é vital para o transporte de petróleo e gás.
- Categoria: INTERNACIONAL
- Publicação: 04/03/2026 10:58
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que a Marinha norte-americana passará a escoltar navios que cruzarem o Estreito de Ormuz. A medida busca garantir a passagem de embarcações na região após o bloqueio declarado pela Guarda Revolucionária do Irã, que havia informado na segunda-feira o fechamento da rota e ameaçado atacar navios que tentassem atravessar a área.
Trump também informou que orientou a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a disponibilizar mecanismos de proteção financeira ao comércio marítimo que passa pelo Golfo Pérsico. Entre as medidas estão seguros contra riscos políticos e garantias destinadas a reduzir os impactos de possíveis ataques ou instabilidade na região.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que os Estados Unidos pretendem assegurar a continuidade do fluxo global de energia. Segundo ele, o país utilizará sua capacidade econômica e militar para manter abertas as rotas marítimas estratégicas.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio mundial de energia, já que aproximadamente 20% do petróleo consumido no planeta passa por essa via marítima. A escalada das tensões no Oriente Médio tem provocado instabilidade nos mercados e pressionado os preços do petróleo e do gás.
No mercado internacional, o barril do tipo Brent crude oil encerrou o pregão desta terça-feira em alta de 4,71%, cotado a 81,40 dólares, chegando a superar momentaneamente os 85 dólares — nível que não era registrado desde julho de 2024. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a 74,56 dólares, com avanço de 4,67%.
Diante do agravamento da crise, o Catar anunciou a suspensão da produção de alguns produtos industriais, como polímeros, metanol e alumínio. A decisão ocorreu após a paralisação de unidades de gás natural liquefeito (GNL) atingidas em um ataque iraniano contra instalações energéticas do país.
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